2015 chegou mexendo com tudo. Me fazendo repensar no valor da paciência, da compreensão, da aceitação, da compaixão, da boa vontade. 2015 chegou me sacudindo e me colocando de cabeça pra baixo. Boas mudanças. 2015 chegou me fazendo perceber/entender de uma vez por todas que nada mais será como antes. Nada. Tudo mudou. Eu, a minha vida, minhas escolhas, meu tempo, meus interesses, minhas conversas e infelizmente também meus amigos. Hoje uma amiga minha desde os tempos da adolescência me chamou pra ir à praia em Arraial do Cabo. O único detalhe é que só era pra ir se meu marido fosse comigo, de carro. Porque ela, a minha amiga, solteira, com carro, não quis passar aqui pra me pegar. Bem, e meu marido não estava em casa. Eu ainda estou processando o efeito disso, mas a primeira coisa que me apareceu quando as cortinas caíram foi isso, que não adianta, nada mais será o mesmo. Que minhas amigas não são tão amigas assim a ponto de se preocuparem com a minha solidão, com a minha dificuldade sendo mãe de primeira viagem, com o fato de eu morar longe, isolada, etc, enfim. A verdade é que eu não tenho mais amigas. Aquelas amigas não são mais. Viraram conhecidas. Porque hoje elas não estão INTERESSADAS em mim. Eu virei mãe. Eu não sou mais tão requisitada porque não sou mais uma pessoa livre. Eu hoje tenho responsabilidades. Eu tenho plena certeza de que se eu fosse solteira, essa minha amiga passaria em casa pra me pegar. Porque eu acrescentaria ao programa o que ela precisa. A loucura, as bebidas, a solteirice, a liberdade, o alto astral, etc. Mas hoje não. Hoje eu sou mãe. Hoje tem que ter cuidado com o bebê. Enfim. A única coisa que eu sei é que hoje é que eu preciso. E não estou tendo. O apoio, o cuidado, sabe? Então eu simplesmente vou apagar. Apagar o passado. Porque não sou mais a mesma e nada mais é o mesmo. Vamos seguir em frente com todas as coisas novas que vierem. Vamos construir uma nova estrada. Novas casas, novos quintais, novas flores, novas pedras, tudo novo. O que passou já não é, já não cabe, mudou a forma. Então vamos que vamos. Tudo novo de verdade.
2015 e todo amor que houver nessa vida!
sábado, 3 de janeiro de 2015
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Dia 2
2015 chegou com força pra me testar.
Pense num dia em que o mundo fica de cabeça pra baixo.
E é só o segundo dia do ano.
Meu deus.
Fico brigando comigo mesma pra não brigar à toa com o marido logo no segundo dia do ano.
Fico pensando se é imaturidade MINHA, ciúme MEU (de outra criança, gente), ou se realmente são coisas com fundamento, sobre o que causa na minha filha ver o pai fazendo com outra criança aquilo q ela gosta de fazer.
Enfim.
Fora isso só acabou a luz, a água, minha filha estava mexendo em tudo e sendo completamente desobediente e eu estava sem marido pq ele estava ajudando A MÃE com a mudança. Ainda.
E é só o segundo dia do ano.
Deus, me ajude.
Pense num dia em que o mundo fica de cabeça pra baixo.
E é só o segundo dia do ano.
Meu deus.
Fico brigando comigo mesma pra não brigar à toa com o marido logo no segundo dia do ano.
Fico pensando se é imaturidade MINHA, ciúme MEU (de outra criança, gente), ou se realmente são coisas com fundamento, sobre o que causa na minha filha ver o pai fazendo com outra criança aquilo q ela gosta de fazer.
Enfim.
Fora isso só acabou a luz, a água, minha filha estava mexendo em tudo e sendo completamente desobediente e eu estava sem marido pq ele estava ajudando A MÃE com a mudança. Ainda.
E é só o segundo dia do ano.
Deus, me ajude.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Dia 1 - Educação, crianças e adultos.
O melhor jeito de educar uma criança hoje em dia, é criando-a nas montanhas, longe da civilização. Isso mesmo. Sem contato com outras pessoas além dos pais. Seria maravilhoso, vai dizer que não? Porque é o seguinte. Você fica o tempo todo ensinando a sua filha que não pode bater nas pessoas. Não pode bater nas pessoas, filha. É feio, muito feio. Não é legal. E aí ela, no ímpeto da mãozinha levantada, repete "não pode bater nas pessoas" e recolhe a mão. Não bate. Aprende, né? Aprende que não pode bater nas pessoas. Até o momento em que os primos vêm passar uns dias na casa da vovó. Percebam que é na casa da vovó, não é na NOSSA casa. Então ela passou ALGUM tempo lá, não o tempo todo. Mas hoje ela simplesmente vira pros priminhos e fala "vou bater em vc!" e pá. Eu olho aquilo com olhos arregalados e queixo caído. ONDE VC APRENDEU ISSO, FILHA?! Mistério. Repito mil vezes: "filha, não pode bater nas pessoas! nunca!". Volto pra casa pensando que foi influência da prima má. Mas aí me lembro. E tudo se esclarece. Não é culpa da priminha má de quatro anos. É culpa DOS PAIS da priminha má que ficam O TEMPO TODO falando "vou te bater, hein?!", e pá, chinelada. Pá! Tapão. E minha filha fica olhando aquilo com medo até, espantada, olhos arregalados. Mas ela tem dois anos e assimila, né? Daí quando a mente processou ela foi e repetiu. Meu deus. Se o adulto faz, né? Como eu vou explicar pra ela que o adulto faz, mas não pode? Claro que vou explicar. Mil vezes. Mas olha. É difícil. Você educa e o mundo distorce tudo. E lá vai você se virar pra educar a sua filha apesar do mundo.
Dia 1
O ano começou com um dos meus piores pesadelos acontecendo. Ok, talvez seja exagero me referir a isso como "piores pesadelos", mas posso dizer que era uma das coisas mais temidas de acontecer. Aquele tipo de coisa que só de ouvir a hipótese você já passa mal. Minha sogra está se mudando pra cá. Vai morar na rua de trás. Meu deus. Que pesadelo. Que tristeza. Que medo. Tenho medo de que as coisas desandem. Que ela encha o saco. Que meu marido mude. Enfim. Tantos medos. E nada poderia ser mais irônico do que isso estar acontecendo no primeiro.dia.do.ano. Quantas pessoas se mudam no primeiro dia do ano, meu deus?! Sério, fala aí. Quantas? Então ela já começou destruindo a comemoração de ano novo da família. Iríamos fazer um churrasco HOJE, mas meu marido mobilizou TODO MUNDO (os homens) pra ajudar na mudança, então fuén, fuén, fuén. Planos frustrados. Olha como ela já começou bem! Mas eu ia dizer que eu entrei em 2015 destinada a ser uma pessoa melhor, destinada a ser mais compreensiva, menos egoísta, ter mais compaixão e me colocar mais no lugar das pessoas. Eu decidi fazer de 2015 um ano lindo. Eu espero conseguir. Então eu decidi (enquanto eu escrevia o post, eles chegaram aqui, o caminhão da mudança furou o pneu, etc. Eu consegui me manter amável e prestativa. To dizendo que esse ano eu serei uma pessoa melhor?!) que vou me esforçar para termos uma boa convivência. Vou me esforçar pra parar de implicância com a velha. Enfim. Eu vou tentar. Não disse que vou conseguir, mas vou tentar.
De qualquer maneira, acho que 2015 já começou me dando uns exercícios sobre amor.
E que, afinal, o amor transborde.
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